Ilhas Galápagos

Milagres da evolução dentro e fora d’ água

Uma regra básica para o viajante dos dias de hoje: visite primeiro os lugares mais frágeis; permaneça nas trilhas; não perturbe as criaturas nem tire nada do lugar. Não há nenhuma outra parte do mundo à qual essas recomendações se apliquem tão bem quanto o conjunto de 58 fascinantes ilhas e ilhotas que formam o arquipélago das Galápagos, um lugar essencialmente desconhecido até à chegada de Charles Darwin em 1831. Ali, navegando próximo à linha do Equador a 960 km do que é hoje a costa equatoriana, Darwin começou a desenvolver a teoria da evolução em meio a uma extraordinária variedade de vida animal que se destacava numa paisagem de aspecto extraterreno, quase lunar. As ilhas, cada uma delas com características próprias em termos de topografia, flora e fauna, ainda são o berço do maior índice de espécies endêmicas do mundo: tartarugas terrestres de 180 kg, iguanas marinhos, atobás-de- pés-azuis e 13 espécies de tentilhão. As Galápagos e seus habitantes continuam a encantar os fãs da natureza e os aventureiros que visitam as 12 grandes ilhas (e dezenas de outras menores), cruzando as águas cristalinas que separam o que já foi classificado como um laboratório vivo de processo evolutivo. Os animais não demonstram nenhum medo instintivo em relação ao homem – a curiosidade deles pode até ser superior à sua.

Essas ilhas também oferecem uma experiência submarina tão fantástica quanto a vivenciada na superfície. O arquipélago possui uma admirável variedade de vida marinha: mergulhadores verão pinguins, iguanas marinhos, golfinhos e até mesmo baleias em sua migração.